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28 novembro 2009

Blog Gincana de novembro









Tema:  blogs que não participam do Blog Gincana

Há muitos  blogs que considero inteligentes e sensíveis. Inteligentes
por criarem reflexões e elaborações , trazendo
significados novos para a arte, um deles  é o blog do Fernando
"o contrário é a mesma coisa", onde os temas elevados ao
status de conteúdo pela atividade de pesquisa do artista,
e o conteúdo não se limita a ser "o que é "apresentado,
e é também o "como" esta sendo apresentado,   em
que contexto, com que grau de consciência.
Exigindo reflexão nesta recriação dos significados.
 Um tema
como o olhar, por exemplo, sua última postagem,
traz esse conteúdo indagador, como objeto de
um quadro anti-convencional, como uma arquitetura,
onde tudo depende da visão do artista, e do expectador.
E,  na
condição de quem faz suas pesquisas e nos
transmite sua forma particular de ver, em sua
metafísica , no encontro da matéria e da forma: - 
Eu recomendo o retorno ao ventre deste olhar.








                                    blog:                  O Contrário é a mesma coisa

O que o meu olho vê, é o que a minha razão lê.
O que a minha razão viu é o que o meu olho não viu.




Outro blog que gostaria de citar, é o " Mundo de K"  onde o autor revela sua  cuidadosa pesquisa  em nos fornecer novidades da literatura, cinema, música e outros temas variados. Temas sempre elaborados e com a simpatia de Kovacs no seu reino da literatura. Eu sempre faço minhas pesquisas, e considero um ganho para o gincana se ambos participassem.









 Mundo de K

Literatura, Música, Cinema & Vídeo



Quarta-feira, Novembro 04, 2009

20 frases de Otto Lara Resende







Escritor e jornalista, o mineiro de São João Del Rey, Otto Lara Resende (1922 - 1992) ficou conhecido pelo seu poder de síntese na criação de frases imortais. Nelson Rodrigues (1912 - 1980), frasista incomparável, chegou uma vez a sugerir que alguém seguisse Otto 24 horas por dia para anotar as frases que ele fosse deixando pelo caminho. O próprio Nelson se dizia disposto a realizar esta tarefa para depois abastecer uma "Loja de Frases". Na verdade, Otto passou a ser uma fixação para Nelson Rodrigues que o "homenageou" com o título "Bonitinha mas ordinária ou Otto Lara Resende".



Juntamente com os amigos Fernando Sabino, Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos formou o grupo conhecido como os quatro mineiros do apocalipse que marcou a cultura e literatura nacional, inventando um jeito mineiro, mas também carioca de ser.



Bem, achei que seria uma boa idéia relembrar algumas dessas frases definitivas de um escritor que faz falta nos dias de hoje. Difícil foi selecionar apenas 20 frases!



(01) Há em mim um velho que não sou eu.



(02) A Europa é uma burrice aparelhada de museus.



(03) Tenho para mim que sei, como todos os brasileiros, os três primeiros minutos de qualquer assunto.



(04) Abraço e punhalada a gente só dá em quem está perto.



(05) Como pai, me considero, modéstia à parte, uma mãe exemplar.



(06) Sou um falante que ama o silêncio.



(07) A tocaia é a grande contribuição de Minas à cultura universal.



(08) O mineiro só é solidário no câncer.



(09) Todo mundo que cruzou comigo, sem precisar parar, está incorporado ao meu destino.



(10) Deus é humorista.



(11) Ultimamente, passaram-se muitos anos.



(12) Devo ter sido o único mineiro que deixou de ser diretor de banco.



(13) Sou um sobrevivente sob os escombros de valores mortos.



(14) Texto de jornal é estação de trem depois que o trem passou. Deixou de ter interesse.



(15) A morte é noturna. À noite, todos os doentes agonizam.



(16) Leio muito à noite. Só não sou inteiramente uma besta porque sofro de insônia.



(17) Sou autor de muitos originais e de nenhuma originalidade.



(18) O mineiro seria um cara que não dá passo em falso, é cauteloso. Em Minas Gerais não se diz cautela, se diz pré-cautela...



(19) A morte é, de tudo na vida, a única coisa absolutamente insubornável.



(20) Escrever é de amargar.



Para finalizar, segue um exemplo precioso da prosa mineira, carioca e, principalmente, universal de Otto Lara Resende:



Vista Cansada

Otto Lara Resende



"Uma criança vê o que um adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que de tão visto ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher. Isso exige às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos.



É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença".



 
 
 
 
Blogs que não participam do Blog Gincana

Ler como mantra







"SABER VIVER",de Cora Coralina ( poetisa) virou meu Mantra ,c/ certeza !




Não sei... Se a vida é curta

Ou longa demais pra nós,

Mas sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

Colo que acolhe,

Braço que envolve,

Palavra que conforta,

Silêncio que respeita,

Alegria que contagia,

Lágrima que corre,

Olhar que acaricia,

Desejo que sacia,

Amor que promove.



E isso não é coisa de outro mundo,

É o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

Não seja nem curta,

Nem longa demais,

Mas que seja intensa,

Verdadeira, pura...

Enquanto durar.





(CoraCoralina)








26 novembro 2009

Virtual Real (1)




Eduardo Lunardelli  do Varal de Idéias, no ateliê

Gostaria de escrever horas sobre o a sua visita, e segue um
breve relato deste encontro:










Virtual Real







Ontem,   os astros e estrelas estavam favoráveis no céu de novembro,
e seguindo as conjunções astrais, meu querido amigo Eduardo, do nosso conhecido Varal de Idéias  esteve no meu ateliê. E, muitas conversas espalhada por esta tarde
onde as horas foram poucas para falar de blogs, trocar presentes,
e ainda ser homenageada com uma curiosa tela de sua autoria, um tríptico ( confira as imagens no blog)
em homenagem a Francis Bacon, que estará diante dos meus olhos
para ser admirado. Foi uma tarde maravilhosa.
E assim, a blogsfera proporcionando essa troca virtual
que se tornou real, afetiva, e rica na consciência de troca.




20 novembro 2009

Fluxos e influxos




As palavras
com suas dobras, faces
e vertigens
que se enlaçam
 em
seus arabescos
             feitas de coisas  
 que
as vezes nem se vê.
As palavras
expondo aos riscos
esse existir.






Collagem e texto:  JU Gioli

17 novembro 2009

Dúvidas...









“Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário, o que é necessário é criar”  Fernando Pessoa.



Li esta frase de Fernando Pessoa em Obra Poética, na tarde de vinte e oito de maio de 2006, na livraria do Porto, em Portugal, com a frenética curiosidade dos meu olhos, folheando aquele imenso livro recém-lançado.

Não que não tivesse lido ou conhecido esse incrível escritor de outras leituras, mas ver tantos poemas ali reunidos foi um festa, e deter-me nesse foi uma surpresa, para quem caminhava pelas ruas, com a intensa energia do sol de verão, por aquelas ruas que talvez ele mesmo tenha vivido e caminhado, escrito seus poemas em bares e vilas, e que num dia de profunda inspiração, escreveu numa página de seu caderno :-

“Viver não é necessário, o que é necessário é criar”.



E neste vaivém entre as páginas e as linhas do poema, que vários poemas são, formando uma consistência letárgica, fui surpreendida pelos ruídos do tráfego, e das andorinhas, ou melhor várias andorinhas, centenas delas, nesta tarde de verão, Andorinhas que vociferavam pelas ruas, ingovernáveis, rebeldes, formando uma via láctea diante dos meus olhos e ouvidos. E, continuei me arrastando pelos meandros mentais desta frase, desses momentos que duram um instante como a cor do pôr-do-sol no leito do mar. Também estava com vontade de ver o mar.

Esse gosto sibilante e fluído de um frase que te cerca em profundidade, e continuava diante dos meus olhos: - viver não é necessário, o que é necessário é criar”.

Poeira de ar empurrando os subúrbios dos ventos e memórias que afloram sem saber de onde, desassossegos e inquietudes – cercando meus pensamentos, eu me pergunto: “o que é criar”? Criar com essa disposição de poema que fere a alma. Revelar interioridade. Criar, o que é afinal a criação?

Sinto que posso ficar uma semana sentada e pensando nesta frase, e não chegar ao seu entendimento, sua profundidade e alcance.



Como ver que somos representações de várias faces que se ocultam – sombras fluídas, de ventos e linhas, e de linhas aos ventos fui saboreando essa sensação, sem ter respostas, sem ter definições. Sentia partir tais pensamentos, vinham outros e se completavam, entre espaços enevoados destas sensações transfiguradas em novo sentir.

Somos ondas respirando ventos, no dissolver e no relaxar, fazendo tremer a epiderme na tensão da posse, e com a minha indignação, carreguei desalinhada minhas dúvidas como um pianista que leva seus sons antes de sentar-se ao piano.



E hoje, a frase voltou, inteira em minha mente, enfronhada ainda em meus lençóis , sempre com a dúvida se a arte têm raízes com o vivido, será porque se altera e se faz sempre noutras dimensões, criando outro existir. A arte, esse discurso solitário, com seus espectros e angústias, sempre transformando, sempre indagando. Ela que não é o real, mas apenas a transformação do vivido, a invenção extrema da introspecção, da exploração do próprio ser, uma testemunha sobre os desejos e sofrimentos do humano, alguma coisa que toca nesse indecifrável mistério que é a vida.

05 novembro 2009

Focus




Queridos amigos,  ontem foi a primeira visita do meu neto Eduardo em minha casa,
fato registrado pela vovó mais coruja do mundo.
Um dos motivos de ter diminuído o número de postagens, além dos
trabalhos que venho desenvolvendo, e o tempo, sempre o mesmo
continua corrido.
Hoje pela manhã, recebo dos meus amigos mensagens maravilhosas
e não poderia deixar de agradecer tanto carinho. Fiquei
muito feliz com tanta demonstração de afeto.
Obrigado à todos, e peço desculpas por
não ter respondido os comentários.
E aqui deixo os meus agradecimentos.


Deixo aqui registrado a demonstração de
meus amigos:








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Eduardo P.L para mim

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Eduardo P.L deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Collage 06":



Merece com louvor, claro, ir para minha série de cadeiras do Varal!

Parabéns!



Bjs



PS- Andei até escrevendo por aí, que você anda muito sumida! Mas vejo que por uma boa causa!







Postado por Eduardo P.L no blog @ Dis-cursos em 4 de Novembro de 2009 23:31

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Selena Sartorelo para mim

mostrar detalhes 23:32 (9 horas atrás)



Selena Sartorelo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Collage 06":



Olá Ju,



Quanta intensidade, quanto movimento.

Priorizou alguns tons com uma marca só sua.

Sobrepôs muitos tempos mas manteve o mesmo requinte em todos eles.

Fez-me imaginar quem nelas poderia sentar, o momento, a situação.

O braço forte sempre tão importante.

Lugares que esteve, um tempo, aquele momento que queria viver.

Uma nostalgia, uma proposta. Gostos e preferências de tantas dinastias.

Uma diversa sequência, porém nem todas com indetificação, nome e criação.

Uma influência, resultado de cada geração.

A cadeira de balanço que se deixa parar para fotografia não desfocar.

Um livro esquecido sobre a mesa esperando para ser lido...

Uma colheita com distintos carpinteiros, criadores e produtores.

Artistas de peças raras em beleza,arte e poesia.

A simplicidade da rosa que com toda elegância descansa em seu assento.

Marcos fortes naquilo que merece ser preservado, lideres por definição.

Sempre um nova e por isso, incrível criação.



Beijos, Hoje lá no Grifo sua ausência foi notada pelo Eduardo P.L e concordo com ele mas imagino que deve estar as voltas com o netinho tão amado!!!rsrsr E isso é um motivo que não podemos argumentar rsrs, mas quando puder apareça.



Beijos







Postado por Selena Sartorelo no blog @ Dis-cursos em 4 de Novembro de 2009 17:32

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