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20 março 2011
16 março 2011
27 fevereiro 2011
19 fevereiro 2011
07 fevereiro 2011
04 fevereiro 2011
02 fevereiro 2011
Citações
"Vivo entre formas luminosas e vagas que não são ainda a escuridão"
In Borges ( Elogio das sombras)
obra: Mark Rothko, sem título
(branco, negros, cinzas sobre marron), 1963
23 janeiro 2011
18 janeiro 2011
13 janeiro 2011
10 janeiro 2011
05 janeiro 2011
Citações
"A vida é o que fazemos dela.
As viagens são os viajantes.
O que vemos é o que vemos,
senão o que somos." (1)
Primeira citação
do ano, no meu caderno em branco, primeira folha onde escrevo.
Não gosto de fazer listas.
Quando faço, desisto.
Deixo para amanhã, ou para
depois de amanhã, e
quando olho
o ano já passou.
Prefiro os planos diários,
humildes, transitórios,
com a possibilidade deste
fazer ´no prazer,
sem obrigação. (2)
(1)citação: Fernando Pessoa ( 1888-1935)
in " Livro do Desassossego"
(2) - @ discursos
Ilustração: terracota, cerca de 300a.c.
fonte : arqueologia.
04 janeiro 2011
27 dezembro 2010
23 dezembro 2010
09 dezembro 2010
29 novembro 2010
Retratos
Começaram a passar as estações sobre aqueles cabelos brancos. Ele, com os seus olhos azuis olhava o mundo, na solidão das montanhas e vales, nunca parou se pensar e sonhar, a rever com seus gestos todas suas trajetórias. E lá estava ele, onde uma refeição era servida, onde se faziam-se as pausas e servia-se o pão.
Via suas mão, enquanto gesticulava e contava suas histórias, e eram grandes, gastas, nodosas, como as de um homem que arou sua terra desde menino. A pele e o corpo vincado com a ternura de seu imenso coração.
Desvencilhava essa sua outra e bela natureza, está que tentava esconder, porque dizia tudo com o sofrimento de alma, carregado de incertezas, pronto a ver tudo com o seu olhar de quem dá tudo de si, e ficava como se não tivesse feito nada, descontente, desiludido.
O sol pairava sobre o seu lamento, e da janela onde andarilhas andorinhas vagavam, corriam e se aquietavam, nesse fragor de uma manha que renasce, cheirando a café e onde viajamos como se o sonho continuasse.
Ele ao pé da longa escadaria, entre velhas casas; onde as montanhas em volta marcaram seu retrato, com as marcas do tempo nos telhados , ele descia e se aprumava, lento, sem pressa para se encostar na parede onde ele disse ter assentado cada tijolo; ascendia o seu cachimbo e ficava.
Não se via ninguém , somente as pombas arrulhando o tempo e o espaço.
E, lá estava ele sentado na sua cadeira, nesta posição legítima de ter vivido o seu tempo, na vasta atmosfera dos seus pensamentos.
Olhei novamente do alto da janela onde o sol batia sobre aqueles cabelos brancos, e onde ele está vivo agora, bem pertinho, e onde habita o apito do trem e o cheiro do alecrim, feliz de quem pode reencontrar o fio da memória na sua vasta poesia de viver, onde agora, neste silêncio eu escuto.
Ao meu pai, falecido dia 25 de novembro de 2010
Ju Gioli
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19 novembro 2010
02 novembro 2010
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