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12 outubro 2008

Sobre a Arte


Arte

Variações sobre o tema


Não existe uma única definição sobre Arte, mas sabemos reconhecer os critérios para identificar o que é Arte, reconhecer por exemplo, que Mona Lisa, ou a nona sinfonia de Beethoven, ou a Quernica de Picasso, são obras de Arte, todo mundo sabe. São com estas observações que o ensaísta Jorge Coli introduz no livro “ O que é Arte”, para nos fazer pensar e avaliar sobre o significado da arte. .
Suponho que se deva concordar plenamente com a dificuldade na definição sobre Arte, e para além de qualquer intenção específica que a arte possa ter, há sempre comunicação de alguma nova experiência, ou uma nova compreensão do já conhecido, ou a expressão de algo que experimentamos e para o qual não temos palavras – e ao localizar a emoção que um pintura suscita em nós, ela pode ampliar nossa consciência, apurando nossa sensibilidade. E nisto compreendo, creio eu, tanto o prazer que a arte pode proporcionar, quanto a diferença que, para além do prazer, ela pode oferecer à vida. E caso não se obtenham esses parâmetros, simplesmente não há arte.

A arte têm limites imprecisos, transformações, mutações: um espectro e variações infinitas. Artistas que como Marcel Duchamp revolucionaram a linguaguem do que seja a arte, com o seu famoso e irreverente vaso sanitário de louça exposto num museu, que com o seu discurso revolucionou o papel do objeto artístico, precisam integrar a esse novo e diletante tema sobre Arte .

Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura utiliza o discurso sobre o objeto artístico, realizado pelo crítico, historiador, o conservador de museu, e os locais onde este objeto deve permanecer., mas o estatuto da arte não parte apenas destas definições abstratas, lógicas ou teóricas, mas de atribuições feitas por instrumentos de nossa cultura, fornecendo uma hierarquia dos objetos considerados ;”obra-primas”

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