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23 dezembro 2009

Paletas de Cores


 
 
Feliz Natal
para todos os meus amigos
que fizeram do @ dis-cursos
em suas minutas, paletas,
fotos,  collagens, grafites,
 deixando seus comentários,
reflexões e continuidades
deste mundo
virtual.
 
 

21 dezembro 2009

Natal

O Natal se apropria de nós, como um lugar geográfico, onde depositamos nossas emoções e anseios: nossos conhecimentos e fidelidades.

E, como quem já o conhece, sabe descrever suas cores, gosto e sabor. Um lugar que se consuma, e, portanto, parece natural que cada um carregue consigo a sua própria e exclusiva bagagem, por saber interiormente o que nela contêm, ou poderá ser acrescentado.


Como todo lugar imaginário, ele possui um conteúdo, uma medida, de um peso imaterial, não avaliáveis a peso, mas que de alguma forma pesam na decisão de “ gostar” ou “não gostar” deste lugar.


Esse complexo mundo natalino, que nos detêm por alguns dias, e encarnam-se em compras, afazeres, comprimentos.


E, para que serve este bem imaterial que é o natal?
Gostaria de entender. Será que nos faz mais humanos, ou não serve para nada aquele super gasto e preocupação de presentes à ceia, para uma família que se sente apenas “obrigada” a inserir na sua agenda dia tão chato!!!!!
Acredito: - deve servir para alguma coisa, ora à saúde mental, ora a educação das crianças em acreditar neste “papai noel” que traz presentes.
Nossos investimentos passionais estão pendurados nestes gestos simbólicos de temperar a “ceia” e beber o vinho, porque como geografia de um lugar, trata-se de acrescentar sempre, e a cada ano, uma nova particularíssima fantasia, que elegemos como nossa, como um brinde de champanhe às nossas úteis ilusões tecidas ao longo deste tempo.
Faz entender, acredito eu, como a totalidade de nossas experiências, que se estruturam nestes gestos de participação, podem se manter neles como continuidade, deste lado mais humano que há em cada um de nós, acredite-se ou não em natal.

Se o natal mantêm em exercício, antes de tudo, a emoção como patrimônio coletivo, tornando-nos mais humanos e sensíveis, eu acredito neste lugar, onde se cria essa identidade comunitária, e continua a inspirar um “ marketing” próprio, com a cara de nossa modernidade ontologicamente diversa das que nossos pais acreditaram, e da qual estamos dispostos a transgredir e incluir novas idéias.
Construímos esse acesso flutuante da tradição, hospedando nossos sentimentos, de estatutos precisos, de diversas e novas espessuras, mas construímos e estamos espalhando por aí suas sementes.



Feliz Natal!!!!!!

texto: JU Gioli

10 dezembro 2009

07 dezembro 2009

Mínima hiatal

Eu e a minha azia, vivíamos em paz e concórdia; mesmo assim, essa pequena saliência insultuosa ( ver Hérnia de hiato) produzida no esôfago, estava presente, fazia-se sentir todos os dias. Além disso, não me dava sossego com o que eu ingeria. Era manhosa, sedutora das minhas vísceras, produzindo esse líquido ácido, impedindo de eu ir adiante nos meus sabores. Ajeitava-se no seu espaço, dava aos ombros algumas vezes, e assim remexia-se, mas deixava- me em paz.
Estávamos em cumplicidade solitária já há alguns anos, até o dia ( 3.12.09)  de uma “endoscopia”, numa fria sala de exames; farejaram em mim essa conhecida, revelando sua face. Naquela altura, sentia dores e, às vezes, não me deixava dormir.
Percebi, que para o médico, aquela natureza monolítica de uma amizade, não deveria existir. A sua graduação no tema foi a palavra final, na decisão de extrair, subjugar, extirpar, regularizar, e enfim: - operar em laparoscopia.
Quando me desfiz da sensação de ser um peso, deus me livre quase morta sobre a maca, e me transformar novamente num ser humano às voltas com a altura mais favorável do travesseiro, e mesmo separada pelo abismo de uma profunda incompatibilidade metafísica, parada e silenciosa em meu estado catatônico, estava feliz. Percebi que a chuva desta época do ano, continuava intensa e no fervor do verão. Tudo escorrendo pelas vidraças, transmitindo a sensação de veludo macio no sono infindável desta minha felicidade, misturada a dose letal de anestesia para um corpo que cai enfim ao seu leito,e se despede de uma velha amizade.



-Então, amanhã você está de alta.
Foi o som, que o meu especialista graduado, com olhos filosóficos espalhou pelo quarto.
Apenas olhei para ele e dormi novamente, como um anjo.



Os rastros desta “amiga” ficaram na minha pele, cinco furos distribuídos e eqüidistantes na dimensão corpórea, parecendo beliscões bem dados nas minhas vísceras retorcidas, e concordo em dizer que ao ser extirpada, regulada, redimensionada, não deixou atrás de si nenhum jardim das delícias, mas uma ruptura trágica entre a existência e a dor, que deu início a uma longa e fatal discussão do meu novo ser, reiterando à lei da entropia, do como tudo o que existe no espaço- tempo do corpo, acabam por fazer parte dele.
E, assim  vivi, nessa mínima hiatal, uma separação entre a consciência e o corpo em sua futura transformação,  na lição de  experimentar o inevitável: - o  de ter que "desacelerar" (mesmo) para ver a importância do tempo em cada "miléssimo" dos seus segundos.





Hérnia de hiato: profusão do estômago através do orifício pelo qual o esôfago atravessa o diafragma para penetrar na cavidade abdominal. Existi um músculo que se abre para permitir a passagem dos alimentos para o estômago e, então se fecha para impedir que os ácidos estomacais subam para o esôfago. Qualquer alteração pode provocar o refluxo gastroesofágico e, conseqüentemente, azia, o sintoma mais comum da hérnia de hiato.



JU Gioli

05 dezembro 2009

Concepções abstratas


 
 
"A concepção que os homens  têm do mundo e a visão que
pararelamente formam sobre ele, elaboram-se sob o peso
das experiências primitivas.
A arte é a materialização do visível"
 
Rembrandt. Le Philosophe en Méditation,
séc. XVIII.
 
 
 
fotocollagem:  Ju Gioli

01 dezembro 2009

Comunicado I ( Primavera de 2009)

@ Dis-cursos:
Blogar: - é um ato. Como um teatro, para infinitos personagens, com fileiras de poltronas, mas sem ingressos ou paredes.

Uma primorosa sedução praticada por um diretor em cena, não apenas em busca de satisfação mútua ( todos querem elogios) mas também um ato consciente de uma vida solitária de representar suas ideologias.

Toda representação exige troca: publicamos nossas ofertas ( Postagens), para tocar na revelação do nosso próprio espelho. Unidos e limitados por um cordão umbilical do mouse, que define nossa fronteira, pelo número de amigos virtuais desta investida.

Todo blog é um palco. Não somos atores inocentes. Por trás de nossas janelas solitárias, ensaiamos, esperamos, sofremos nossas angústias.

Nosso ser, assim construído compactou-se neste ponto dimensional do virtual. O exterior está exposto neste quadrado surreal, cristais geométricos, entre luzes e asteriscos de sua matemática.

Embebe-se diante dos meus olhos uma anarquia ontológica: o que sou diante deste palco? Um contínuo espaço/luz das minhas imagens. Eu fiz sua arquitetura, eu coloquei um véu, onde coloco as luzes e as sombras?

Estou seduzida por essa construção. Somos seduzidos pelas entrelinhas satânicas & nebulosas destas possibilidades. Somos seres curiosos e erotizados pelas imagens.



Este ser “virtual” tornou-se algo, nasceu de uma identidade assim construída; um pedaço de si desmembrado, sugerindo um outro nascimento, duplicou-se – agora, ele é outro, no reino de sua formação, multiplicou-se de possibilidades neste mundo impresso. Uma alma diversa, com um código “genético” de senhas e perfis, que se alastram, contaminado pelo vírus, entrou num jardim das delícias – ele criou o seu reino, seus seguidores, uma rede outsiders.



Porquê Blogar ? – porque funciona. Funciona e seduz este ser outro – neste modo de ver, corre um elixir secreto- uma busca de ouvintes desfilam por suas epifanias particulares, porque capturamos presenças, e quando acordamos , estamos satisfeito, criou-se um  público.



Blogs – é um espaço híbrido, que exige muitos tons e ambos envolvem o “ser humano”, esse ser misterioso, anarquista, mágico, que sabe revelar e ou guardar, que passa adiante suas utopias, por um segundo de eternidade, afinal todo palco tem cortinas que revelam suas cores, ou escondem seus defeitos... essa é a sua dialética. E, todos participamos desta colonização em massa, contribuindo para uma nova bloganville.


texto:   JU Gioli





Inspirações




Poesia concreta e abstrata: recortes
do imaginário


fotocolagem:
JU Gioli

28 novembro 2009

Blog Gincana de novembro









Tema:  blogs que não participam do Blog Gincana

Há muitos  blogs que considero inteligentes e sensíveis. Inteligentes
por criarem reflexões e elaborações , trazendo
significados novos para a arte, um deles  é o blog do Fernando
"o contrário é a mesma coisa", onde os temas elevados ao
status de conteúdo pela atividade de pesquisa do artista,
e o conteúdo não se limita a ser "o que é "apresentado,
e é também o "como" esta sendo apresentado,   em
que contexto, com que grau de consciência.
Exigindo reflexão nesta recriação dos significados.
 Um tema
como o olhar, por exemplo, sua última postagem,
traz esse conteúdo indagador, como objeto de
um quadro anti-convencional, como uma arquitetura,
onde tudo depende da visão do artista, e do expectador.
E,  na
condição de quem faz suas pesquisas e nos
transmite sua forma particular de ver, em sua
metafísica , no encontro da matéria e da forma: - 
Eu recomendo o retorno ao ventre deste olhar.








                                    blog:                  O Contrário é a mesma coisa

O que o meu olho vê, é o que a minha razão lê.
O que a minha razão viu é o que o meu olho não viu.




Outro blog que gostaria de citar, é o " Mundo de K"  onde o autor revela sua  cuidadosa pesquisa  em nos fornecer novidades da literatura, cinema, música e outros temas variados. Temas sempre elaborados e com a simpatia de Kovacs no seu reino da literatura. Eu sempre faço minhas pesquisas, e considero um ganho para o gincana se ambos participassem.









 Mundo de K

Literatura, Música, Cinema & Vídeo



Quarta-feira, Novembro 04, 2009

20 frases de Otto Lara Resende







Escritor e jornalista, o mineiro de São João Del Rey, Otto Lara Resende (1922 - 1992) ficou conhecido pelo seu poder de síntese na criação de frases imortais. Nelson Rodrigues (1912 - 1980), frasista incomparável, chegou uma vez a sugerir que alguém seguisse Otto 24 horas por dia para anotar as frases que ele fosse deixando pelo caminho. O próprio Nelson se dizia disposto a realizar esta tarefa para depois abastecer uma "Loja de Frases". Na verdade, Otto passou a ser uma fixação para Nelson Rodrigues que o "homenageou" com o título "Bonitinha mas ordinária ou Otto Lara Resende".



Juntamente com os amigos Fernando Sabino, Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos formou o grupo conhecido como os quatro mineiros do apocalipse que marcou a cultura e literatura nacional, inventando um jeito mineiro, mas também carioca de ser.



Bem, achei que seria uma boa idéia relembrar algumas dessas frases definitivas de um escritor que faz falta nos dias de hoje. Difícil foi selecionar apenas 20 frases!



(01) Há em mim um velho que não sou eu.



(02) A Europa é uma burrice aparelhada de museus.



(03) Tenho para mim que sei, como todos os brasileiros, os três primeiros minutos de qualquer assunto.



(04) Abraço e punhalada a gente só dá em quem está perto.



(05) Como pai, me considero, modéstia à parte, uma mãe exemplar.



(06) Sou um falante que ama o silêncio.



(07) A tocaia é a grande contribuição de Minas à cultura universal.



(08) O mineiro só é solidário no câncer.



(09) Todo mundo que cruzou comigo, sem precisar parar, está incorporado ao meu destino.



(10) Deus é humorista.



(11) Ultimamente, passaram-se muitos anos.



(12) Devo ter sido o único mineiro que deixou de ser diretor de banco.



(13) Sou um sobrevivente sob os escombros de valores mortos.



(14) Texto de jornal é estação de trem depois que o trem passou. Deixou de ter interesse.



(15) A morte é noturna. À noite, todos os doentes agonizam.



(16) Leio muito à noite. Só não sou inteiramente uma besta porque sofro de insônia.



(17) Sou autor de muitos originais e de nenhuma originalidade.



(18) O mineiro seria um cara que não dá passo em falso, é cauteloso. Em Minas Gerais não se diz cautela, se diz pré-cautela...



(19) A morte é, de tudo na vida, a única coisa absolutamente insubornável.



(20) Escrever é de amargar.



Para finalizar, segue um exemplo precioso da prosa mineira, carioca e, principalmente, universal de Otto Lara Resende:



Vista Cansada

Otto Lara Resende



"Uma criança vê o que um adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que de tão visto ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher. Isso exige às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos.



É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença".



 
 
 
 
Blogs que não participam do Blog Gincana

Ler como mantra







"SABER VIVER",de Cora Coralina ( poetisa) virou meu Mantra ,c/ certeza !




Não sei... Se a vida é curta

Ou longa demais pra nós,

Mas sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

Colo que acolhe,

Braço que envolve,

Palavra que conforta,

Silêncio que respeita,

Alegria que contagia,

Lágrima que corre,

Olhar que acaricia,

Desejo que sacia,

Amor que promove.



E isso não é coisa de outro mundo,

É o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

Não seja nem curta,

Nem longa demais,

Mas que seja intensa,

Verdadeira, pura...

Enquanto durar.





(CoraCoralina)








26 novembro 2009

Virtual Real (1)




Eduardo Lunardelli  do Varal de Idéias, no ateliê

Gostaria de escrever horas sobre o a sua visita, e segue um
breve relato deste encontro:










Virtual Real







Ontem,   os astros e estrelas estavam favoráveis no céu de novembro,
e seguindo as conjunções astrais, meu querido amigo Eduardo, do nosso conhecido Varal de Idéias  esteve no meu ateliê. E, muitas conversas espalhada por esta tarde
onde as horas foram poucas para falar de blogs, trocar presentes,
e ainda ser homenageada com uma curiosa tela de sua autoria, um tríptico ( confira as imagens no blog)
em homenagem a Francis Bacon, que estará diante dos meus olhos
para ser admirado. Foi uma tarde maravilhosa.
E assim, a blogsfera proporcionando essa troca virtual
que se tornou real, afetiva, e rica na consciência de troca.




20 novembro 2009

Fluxos e influxos




As palavras
com suas dobras, faces
e vertigens
que se enlaçam
 em
seus arabescos
             feitas de coisas  
 que
as vezes nem se vê.
As palavras
expondo aos riscos
esse existir.






Collagem e texto:  JU Gioli

17 novembro 2009

Dúvidas...









“Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário, o que é necessário é criar”  Fernando Pessoa.



Li esta frase de Fernando Pessoa em Obra Poética, na tarde de vinte e oito de maio de 2006, na livraria do Porto, em Portugal, com a frenética curiosidade dos meu olhos, folheando aquele imenso livro recém-lançado.

Não que não tivesse lido ou conhecido esse incrível escritor de outras leituras, mas ver tantos poemas ali reunidos foi um festa, e deter-me nesse foi uma surpresa, para quem caminhava pelas ruas, com a intensa energia do sol de verão, por aquelas ruas que talvez ele mesmo tenha vivido e caminhado, escrito seus poemas em bares e vilas, e que num dia de profunda inspiração, escreveu numa página de seu caderno :-

“Viver não é necessário, o que é necessário é criar”.



E neste vaivém entre as páginas e as linhas do poema, que vários poemas são, formando uma consistência letárgica, fui surpreendida pelos ruídos do tráfego, e das andorinhas, ou melhor várias andorinhas, centenas delas, nesta tarde de verão, Andorinhas que vociferavam pelas ruas, ingovernáveis, rebeldes, formando uma via láctea diante dos meus olhos e ouvidos. E, continuei me arrastando pelos meandros mentais desta frase, desses momentos que duram um instante como a cor do pôr-do-sol no leito do mar. Também estava com vontade de ver o mar.

Esse gosto sibilante e fluído de um frase que te cerca em profundidade, e continuava diante dos meus olhos: - viver não é necessário, o que é necessário é criar”.

Poeira de ar empurrando os subúrbios dos ventos e memórias que afloram sem saber de onde, desassossegos e inquietudes – cercando meus pensamentos, eu me pergunto: “o que é criar”? Criar com essa disposição de poema que fere a alma. Revelar interioridade. Criar, o que é afinal a criação?

Sinto que posso ficar uma semana sentada e pensando nesta frase, e não chegar ao seu entendimento, sua profundidade e alcance.



Como ver que somos representações de várias faces que se ocultam – sombras fluídas, de ventos e linhas, e de linhas aos ventos fui saboreando essa sensação, sem ter respostas, sem ter definições. Sentia partir tais pensamentos, vinham outros e se completavam, entre espaços enevoados destas sensações transfiguradas em novo sentir.

Somos ondas respirando ventos, no dissolver e no relaxar, fazendo tremer a epiderme na tensão da posse, e com a minha indignação, carreguei desalinhada minhas dúvidas como um pianista que leva seus sons antes de sentar-se ao piano.



E hoje, a frase voltou, inteira em minha mente, enfronhada ainda em meus lençóis , sempre com a dúvida se a arte têm raízes com o vivido, será porque se altera e se faz sempre noutras dimensões, criando outro existir. A arte, esse discurso solitário, com seus espectros e angústias, sempre transformando, sempre indagando. Ela que não é o real, mas apenas a transformação do vivido, a invenção extrema da introspecção, da exploração do próprio ser, uma testemunha sobre os desejos e sofrimentos do humano, alguma coisa que toca nesse indecifrável mistério que é a vida.

05 novembro 2009

Focus




Queridos amigos,  ontem foi a primeira visita do meu neto Eduardo em minha casa,
fato registrado pela vovó mais coruja do mundo.
Um dos motivos de ter diminuído o número de postagens, além dos
trabalhos que venho desenvolvendo, e o tempo, sempre o mesmo
continua corrido.
Hoje pela manhã, recebo dos meus amigos mensagens maravilhosas
e não poderia deixar de agradecer tanto carinho. Fiquei
muito feliz com tanta demonstração de afeto.
Obrigado à todos, e peço desculpas por
não ter respondido os comentários.
E aqui deixo os meus agradecimentos.


Deixo aqui registrado a demonstração de
meus amigos:








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Responder
Eduardo P.L para mim

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Eduardo P.L deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Collage 06":



Merece com louvor, claro, ir para minha série de cadeiras do Varal!

Parabéns!



Bjs



PS- Andei até escrevendo por aí, que você anda muito sumida! Mas vejo que por uma boa causa!







Postado por Eduardo P.L no blog @ Dis-cursos em 4 de Novembro de 2009 23:31

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Responder
Selena Sartorelo para mim

mostrar detalhes 23:32 (9 horas atrás)



Selena Sartorelo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Collage 06":



Olá Ju,



Quanta intensidade, quanto movimento.

Priorizou alguns tons com uma marca só sua.

Sobrepôs muitos tempos mas manteve o mesmo requinte em todos eles.

Fez-me imaginar quem nelas poderia sentar, o momento, a situação.

O braço forte sempre tão importante.

Lugares que esteve, um tempo, aquele momento que queria viver.

Uma nostalgia, uma proposta. Gostos e preferências de tantas dinastias.

Uma diversa sequência, porém nem todas com indetificação, nome e criação.

Uma influência, resultado de cada geração.

A cadeira de balanço que se deixa parar para fotografia não desfocar.

Um livro esquecido sobre a mesa esperando para ser lido...

Uma colheita com distintos carpinteiros, criadores e produtores.

Artistas de peças raras em beleza,arte e poesia.

A simplicidade da rosa que com toda elegância descansa em seu assento.

Marcos fortes naquilo que merece ser preservado, lideres por definição.

Sempre um nova e por isso, incrível criação.



Beijos, Hoje lá no Grifo sua ausência foi notada pelo Eduardo P.L e concordo com ele mas imagino que deve estar as voltas com o netinho tão amado!!!rsrsr E isso é um motivo que não podemos argumentar rsrs, mas quando puder apareça.



Beijos







Postado por Selena Sartorelo no blog @ Dis-cursos em 4 de Novembro de 2009 17:32

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28 outubro 2009

Pintura de Da Vinci


Descoberta Pintura de Da Vinci

Descoberta pintura de Da Vinci escondida dentro de parede

07 de outubro de 2009 • 16h40 •



A pintura, chamada "A Batalha de Anghiari", estava oculta sob a parede no Palazzo Vecchi, a chamada Câmara dos 500

07 de outubro de 2009

Foto: The New York Times







John Tierney

Em Florença, na Itália

Se, como Maurizio Seracini, você acredita que a maior das pinturas de Leonardo da Vinci está escondida no interior de uma parede na sede da prefeitura de Florença, há duas técnicas essenciais para encontrá-la e, como de hábito, Leonardo mesmo antecipou as duas..

A primeira envolve o recurso a equipamento científico. Depois de encontrar o que parecia ser uma pista quanto ao trabalho de Da Vinci deixada por outro artista do século XVI, Seracini liderou uma equipe internacional de cientistas em um projeto que resultou no mapeamento de cada milímetro da parede e da sala que ela delimita com o uso de lasers, radar, luz ultravioleta e câmeras infravermelhas. Assim que conseguiram identificar o possível esconderijo, os pesquisadores desenvolveram aparelhos com os quais será possível detectar a pintura por meio do disparo de feixes de nêutrons contra a parede.

"Da Vinci adoraria ver o quanto a ciência está sendo utilizada, na procura por sua mais célebre obra-prima", disse Seracini, enquanto contemplava a parede em cujo interior ele espera encontrar a pintura, e recuperá-la intacta. "Consigo perfeitamente imaginar o fascínio que ele sentiria por todos os aparelhos de alta tecnologia que viremos a utilizar para esse processo".

Seracini estava no grande salão cerimonial do Palazzo Vecchi, a chamada Câmara dos 500, que na era do Renascimento ocupava posição política central na vida de Florença e por isso terminou sendo decorada com murais de vitórias militares florentinas, pintadas por Da Vinci e Michelangelo, sob encomenda dos líderes da cidade. Era julho de 2009 e a sala continua a ser um centro de poder político, como se podia perceber com a entrada repentina de Matteo Renzi, o novo prefeito de Florença, que percorria rapidamente o caminho entre sua sala e o carro que o esperava na saída do edifício.

A palestra científica foi interrompida enquanto Seracini se apressava para interceptar a comitiva do prefeito. Ele estava ansioso para empregar a segunda das estratégias essenciais, na busca por uma pintura de Da Vinci em Florença: encontrar o patrono certo.

Essa foi sempre uma tática inteligente na cidade natal dos Medicis e de burocratas como Maquiavel, o amigo de Da Vinci cuja assinatura consta do contrato no qual o mural sobre as vitórias da cidade foi encomendado ao pintor. Seracini, professor de engenharia na Universidade da Califórnia em San Diego, passou anos perdido em um labirinto burocrático, esperando aprovação para testar sua técnica de localização por feixes de nêutrons, mas diz que o novo prefeito da cidade representa a melhor esperança de localizar a pintura de Da Vinci..

A busca foi iniciada mais de três décadas atrás e com uma pista digna de figurar em um romance de suspense do escritor Dan Brown. Em 1975, quando estava estudando engenharia nos Estados Unidos, Seracini retornou à sua Florença natal para uma análise da Câmara dos 500, em companhia de Carlo Pedretti, um estudioso da vida e obra de Da Vinci.

Os dois estavam em busca de "A Batalha de Anghiari", a maior pintura que Da Vinci realizou em sua vida (a largura do mural era três vezes maior que a de "A Última Ceia"). Ainda que o trabalho jamais tenha sido concluído - Da Vinci o abandonou em 1506-, uma das cenas centrais, que mostra soldados e cavalos em pleno combate, foi elogiada como um estudo sem precedentes dos princípios da anatomia e do movimento. Por décadas, artistas como Rafael visitaram a Câmara dos 500 a fim de contemplar o mural e copiá-lo para referência.

E um dia a pintura desapareceu. Quando o salão foi remodelado, em 1563, o arquiteto e pintor Giorgio Vasari recobriu as paredes com afrescos que mostravam vitórias militares da família Medici, retornada ao poder. O mural de Da Vinci terminou esquecido. Mas em 1975, quando Seracini estava estudando uma das cenas de batalha pintadas por Vasari, ele percebeu a imagem de uma pequena bandeira contendo as palavras "Cerca Trova", ou seja, "procure e encontrará". Será que elas serviam como sinal de Vasari para a presença de algo oculto por sob a sua pintura?

A tecnologia dos anos 70 não permitia obter resposta clara. Seracini levou sua carreira adiante e veio a conquistar a fama por conta de suas análises científicas de outras obras de arte e, posteriormente, fundou o Centro de Ciência Interdisciplinar para a Arte, Arquitetura e Arqueologia, integrado à Universidade da Califórnia em San Diego.. Em 2000, ele voltou a Florença e à Câmara dos 500, equipado com novas tecnologias e com o apoio de um novo patrono, Loel Guinness, um filantropo britânico.

Ao registrar imagens em infravermelho e mapear a sala com o uso de laser, a equipe de Seracini descobriu onde ficavam as portas e janelas antes que Vasari conduzisse a sua reforma. A planta reconstituída, combinada a documentos do século XVI, bastou para localizar o ponto que teria sido pintado por Da Vinci. Também serviu para oferecer uma potencial explicação para o fato de que Michelangelo tenha realizado não mais que um esboço inicial do mural a ele encomendado: o pintor deve ter ficado enciumado ao descobrir que a seção da parede atribuída a Da Vinci oferecia iluminação natural muito melhor.

"A sala é imensa, mas não grande o suficiente para que Michelangelo e Da Vinci pudessem dividi-la", disse Seracini. A nova análise demonstrou que o local em que Da Vinci pintou sua cena ficava exatamente sob o ponto em que a bandeira com os dizeres "cerca trova" foi pintada. E uma notícia ainda melhor, obtida por meio da análise da parede com radar, foi o fato de que Vasari não revestiu o mural de Da Vinci e pintou o seu; ele fez construir novas paredes de tijolos para sua pintura e tomou o cuidado de deixar um pequeno espaço para respiração por trás de uma dessas seções de tijolos - exatamente aquela que fica por trás do "cerca trova".

Mas como um pesquisador trabalhando hoje poderia descobrir o que existe atrás do afresco e dos tijolos? Como é que alguém poderia contemplar a parede original, a uma profundidade de 15 cm, sem prejudicar o afresco também histórico que existe em sua superfície?

Seracini não sabia como proceder, até 2005, quando pediu ajuda durante uma conferência científica e recebeu uma sugestão quanto ao uso de feixes de nêutrons que atravessariam o afresco sem prejudicá-lo. Com ajuda de físicos dos Estados Unidos, da autoridade italiana de energia nuclear e de universidades da Holanda e Rússia, Seracini desenvolveu aparelhos capazes de identificar os reveladores produtos químicos usados por Da Vinci.

Um desses aparelhos é capaz de detectar os nêutrons que retornam depois de colidir com átomos de hidrogênio, um componente abundante nos materiais orgânicos (como o óleo de linhaça e resina) empregados por Da Vinci. Em lugar de utilizar tinta à base de água, o método convencional para um afresco em gesso como o de Vasari, Da Vinci recobriu a parede com uma camada base impermeabilizada e utilizou tintas a óleo.

O segundo aparelho utilizado pelos pesquisadores permite distinguir os raios gama produzidos pelas colisões de neurônios com átomos de diferentes elementos químicos. O objetivo é localizar o enxofre na camada de impermeabilização de Da Vinci, o estanho na camada branca que servia como base à pintura e os produtos químicos nos pigmentos de cor, como o mercúrio usado para produzir pigmento vermelho e o cobre usado para o azul.

Desenvolver essa tecnologia foi difícil, mas mesmo assim representou desafio menor do que conquistar aprovação burocrática ao seu uso. Seracini encontrou uma série de obstáculos políticos e burocráticos. Assim, quando viu o novo prefeito atravessando o Salão dos 500 naquela tarde de julho, ele se apressou a fazer um apelo pessoal a Renzi, que era favorável ao projeto antes de sua eleição.

Com a polidez de um Medici, o prefeito parou para escutar o pedido, e depois prometeu que ajudaria a empreitada artística a avançar, assim que tivesse cumprido a sua primeira leva de promessas eleitorais. "Meu sonho é ver essa descoberta o mais rápido possível", disse Renzi. "Rápido" pode ser um termo altamente relativo, na burocracia italiana, mas o prefeito de fato agiu para reiniciar o processo e conduziu uma reunião com um de seus atuais patronos, a National Geographic Society dos Estados Unidos. Na semana passada, Renzi declarou que esperava que o trabalho pudesse ser realizado em breve.

"Estamos dispostos a conceder permissão ao professor Seracini", disse Renzi na quinta-feira. "A única questão é a data, e saber quem fará o quê. Dentro de uma ou duas semanas, o projeto deve receber luz verde". Assim que obtiver autorização, diz Seracini, ele espera concluir o trabalho de análise dentro de um ano.

Caso "A Batalha de Anghiari" esteja mesmo lá, diz, seria viável que as autoridades florentinas encarregassem especialistas de remover o afresco exterior de Vasari, extrair a pintura de Da Vinci e em seguida recolocar o afresco em sua posição. É claro que ninguém sabe em que estado o mural de Da Vinci estará. Mas Seracini, que conduziu extensas análises sobre os danos sofridos por quadros do Renascimento, diz que se sente otimista quanto ao mural.

"A vantagem é que ele esteve coberto por cinco séculos", disse. "Esteve protegido contra vandalismo, contra o ambiente e contra más restaurações. Não espero que tenha decaído demais". Caso ele tenha razão, então talvez Vasari tenha feito um favor a Da Vinci ao cobrir sua pintura - mas tomando o cuidado de deixar aquela enigmática bandeira por sobre o local do tesouro.

Tradução: Paulo Migliacci ME

18 outubro 2009

Rendas




Esferas:
o círculo na ordem dos volumes.
Dando relevo a luz.


@ Minutas
foto:  JU Gioli

16 outubro 2009

Blog Gincana de outurbro

A atividade deste mês para o blog Gincana  é visitar o blog inscrito logo acima do seu, e no meu caso foi o
.Blog da Deusa Das Artes. 

Há na sua maioria de postagens, além de lindas fotos, poesia, videos interessantes, locais de viagem, mitologia e muita, muita sedução.Descobri uma postagem sobre os tipos de beijos, segundo o signo, que achei muito criativa.
Mas uma das postagens que escolho como preferida é sobre a Lilith, a Deusa da Noite, um dos temas que toda mulher deveria conhecer.
A Lua Negra é um ponto fictício no céu, cuja importância é capital no tema astrológico, associada a Lilit, a primeira mulher de Adão, e esta ligada às noções do intangível, do inacessível, da hiperlucidez dolorosa e tão intensa, uma força presente no feminino, das suas forças sensuais e venenosas.








 
 

Composição #47


 
 
Collagem e acrílico s/ tela
JU Gioli

14 outubro 2009

Paletas de cores sem retoques


Para falar em termos de tonalidade: de como o tempo afeta a alma e suas infinitas cores que se criam, produzindo seus humores
sépias, cinzas, verdes veroneses, amarelos
ocres; uma vez que o ato de ver carrega
essa harmônia  invisível, em  que tudo
o que é visto da perspectiva do tempo,
é o que melhor adere a memória,
por ficar em suas cores
as marcas do vivido,
compreendidadas
não só no pensamento
mas no olhar,
e no
coração.



foto: acervo de família
texto em resposta  a postagem anterior:
memória

09 outubro 2009

Memórias




 
 
Hoje, uma grande amiga e psicóloga, Vera Cunha,
ofereceu um encontro  entre as amigas, onde
tinhamos que reconhecer nas fotos cada uma
de nós. Foi um grande momento de rever
e se rever, contando histórias destas
idades plenas de emoção.
E assim festejamos o "dia da criança"
dentro de cada  imagem
reconhecendo além das
nostalgias,
o que cada uma
desenvolveu nesse tempo
vivido.
 
 
 
 
 

30 setembro 2009

Branco




Branco



Outro mundo! O Outro mundo! É um dos velhos sonhos dos artistas procurar-lhe o acesso. Mundo que reside neste desconhecido, para além dos limites das nossas percepções e conhecimento comum. Buscar esta força e expressão, um grande desafio.


Alguns encontram-no nas sombras, outros em planos de uma brancura sinuosa, distendida no seu tempo, a fim de mostrar sua alma, onde a luz traça trêmula seu existir.


Malevitch, nos aponta para essa ausência da ausência, na máxima simplicidade estética, atingindo os extremos da arte abstrata.



Kazimir Malevitch ( 1878-1935, Ucrânia/ Rússia)


20 setembro 2009

@ Minutas 6


As sombras podem embalar
o olhar que nada procura
mas ama e conhece
a leveza deste
 não lugar
deste não
tempo  no
oceano
 deste
não
pensar



foto e minutas
JU gioli

17 setembro 2009

Biblioteca



Dostoievski




“Notas do Subterrâneo”
É simplesmente imperdoável não ler este genial romance. Não acredito que as pessoas percam tempo em ler mediocridades dos “mais vendidos da semana” por conveniência de marketing, e esqueçam deste clássico, fundamental para entender a alma humana. As contradições e angústias estudadas e formuladas, à respeito da condição humana é memorável em todos os escritos de Dostoievski, e “Notas do Subterrâneo” não foge à regra.
O narrador nos leva a um mundo subterrâneo de oscilações, entre a grandeza e a miséria, coragem e covardia. Pólos de certezas e de instabilidades emocionais, presentes e instaladas em nossa vida.
O Penso, logo duvido ou Penso, logo desisto, são tratados nesta escrita, onde o sofrimento e as incertezas que nos movem como fonte de consciência e diálogo interior se alimentam.
Soube em pesquisas, que Nietzsche considerava “Notas do Subterrâneo”, o maior romance existencial já escrito, e dá para entender o porquê: - são as mesmas as investigações deste filósofo , refletidas em seus tratados: quais são as motivações humanas?. O homem é este ser ondulante entre o desejo e a razão? Porquê? A moral ou a ética, ou será o julgamento subjetivo das emoções que decidem ? Quem prevalece na escolha: a vontade ou a razão?
São desses dissabores e dúvidas que este romance se constrói, e não ler é perder a chance de se questionar, de se rever nas tramas existenciais do personagem, de olhar para as oscilações de humor, as contradições do amor e ódio. Nossas instabilidades e dúbios desejos.
O personagem que se debate entre o patético e o cruel na sociedade, onde a convivência de interesses impõe medidas, às vezes contrárias ao desejo humano. Tema tão atual e contemporâneo, que parece ter saído do jornal de hoje, em minutos, além do tédio, das angústias, e, principalmente, das coisas profundas das quais sentimos ou desejamos, e não sabemos elaborar.
Foi uma leitura de viagem, e amei ter levado na bagagem.
JU Gioli

15 setembro 2009

Blog Gincana





Os escolhidos do @ Discursos 
para a Gincana são: 

Monoglota: escolha primorozas de fotos surreais. Adoro olhar. Andam esquecidas.









Novitá: pelas imagens de variedades que ela proporciona. Imperdível. Faço sempre o meu
mergulho. Novitá é sempre novidade.









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Não lugar: Um blog inteligente, direto, gosto de ler .









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08 setembro 2009

@ Minutas 5


Sobre o Tempo
Alguma coisa que se procura
além das neblinas e vapores.
Sempre uma escrita
das matérias.
Sempre o tempo,
com suas levezas e pesos,
volúveis, impermanentes.
Sempre o tempo
que se faz poeta.



foto e poema: JU gioli

@@@@@@ Blogs

Anotações diárias