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15 junho 2009

Estar em casa

Estar em um lugar que me sinta em casa é para mim uma sensação, que brota de um espaço/tempo que me concebe a verdade.
Sensações que se unem nesse modo de abrir o meu eu, neste refúgio meio escuro e incerto onde posso ser. Se mudei, tornei-me outra, deixei de ser a mesma, mas continuo procurando, portanto, posso estar em qualquer lugar.
Não existe um lugar preciso. Sou um ser vivo, que cresce e muda com o tempo, um ser contraditório, sempre plena de erros.
As coisas acontecem. A vida sempre aleatória nos impõe lugares. Colhendo no passado o ontem ,e o que somos hoje para uma possibilidade plausível do amanhã.
E, essa cidade é imensa no que conta para ser minha casa: - o desejo de ter um lugar de memória, de se alimentar com os meus passos, de livrar- me do medo, e de prover segurança e bem estar, e se assim possível, instalar-me no mundo na condição de humano.
Humano, que não seja nunca o território da exclusão e retraimento, mas o da inserção do outro nesta instável e crescente geografia, pois viver só seria muito triste.

E, apesar das minhas lacunas, dos meus limites e debilidades, que me inspiram a me conhecer melhor, e para não prometer nada do que não possa cumprir, inclino-me, por instinto a me proteger, com esforço e sacrifício a viver melhor, nunca a mesma no mesmo lugar, mas transfigurada pelas experiências.

Sou ambiciosa, um dos pecados capitais desta alma incerta e viajante. E, em face desta imprevisibilidade, invento um lugar para viver.~
~~~~~~~~~~~~~~
texto e foto
JU gioli
~~~~

28 comentários:

Mimi disse...

Hi Jugioli!
Four walls don't make a place our home. What goes on inside those walls is what makes it home. Your beautiful art and spirit, with your ambition and energy must make your home a wonderful place.
Hugs,
Mimi

Selena Sartorelo disse...

O próprio ser
Um lindo lugar prá se viver
Transformado pela cor de cada olhar.

beijos,

Daniel und die Delphine disse...

Lindo.

A casa da gente é o melhor lugar.

Ví Leardi disse...

..lindo!!! bjs

Nanda Botelho disse...

Eu também acho que essa sensação é muito interna, e independe do lugar.

Mas vi algumas postagens de pessoas descrevendo um lugar em que não mora mas é como se morasse, e isso também é legal!

Gostei da foto!

Bjão!

Eduardo P.L disse...

Muito bem resolvida! Gostei do comentario do Daniel: Lindo!

Bjs

Conceição Duarte disse...

Juglioli
Muito lindo oq vc escreve aqui!
Sobetudo gostei de como termina usando a frase "E, em face desta imprevisibilidade, inevto um lugar para viver"

grane beijooooooooo! con

Elma Carneiro disse...

Ju gioli
Creio que qualquer lugar se torna prazeroso quando estamos de bem com a vida.
Não se restringe a um determinado local, mas a um estado de espírito.
O que você me fez endender é que pode não ser exatamente um espaço físico.
Beijos

Maria Augusta disse...

Ju, que belo texto, realmente "estar em casa" depende do tempo e do espaço, a cada época de nosso "crescimento" nossa casa pode variar e mesmo podemos várias ao mesmo tempo.
Um grande beijo.

expressodalinha disse...

A invenção do lugar... Muito bom o texto. Já me inspirou para fazer amanhã a habitual síntese da Tertúlia. O seu tema está sendo um sucesso. Beijos.

Silvares disse...

Esse lugar só pode ser assim, inconstante e impalpável. É um lugar humano...

:-)

Vanessa disse...

Belo texto e bela foto! Obrigada pela visita ao Fio.

Abraço

BANDEIRAS disse...

Tbm adoro estar em minha casa. Posso dizer que é para mim o melhor lugar do mundo.

Beijo grande e obrigada pela visita.

Gaspar de Jesus disse...

Olá JURACY
É um enorme prazer encontrar vovê aqui! Aproveito para pedir desculpa por ser menos assiduo, mas acontece que quando um "burro velho" decide aprender linguas o tempo falta.
Explicando melhor: dedidi aproveitar o tempo que agora tenho voltando aos bancos da escola em busca de algo que não me foi posivel em tempo próprio.
Por outro lado, estou a prepara-me para no próximo ano lectivo voltar a lecionar fotografia, ou seja, passar aos mais jovens toda uma experiência acumulada ao longo de mais de tres dácadas de profissão.
Em resumo, decidi continuar a envelhecer crescendo.
Digo-lhe também que gostei muito da sua participação nesta Colectiva.
Deve ser dificil para um artista como a Ju delimitar uma fronteira entre o local de criação e a própria casa, pois tal como diz um criador tem uma alma "incerta e viajante".
Beijinhos
G.J.
Nota: Não moro em Sta Maria da Feira, mas gosto de andar por lá...! Afinal fica apenas a meia hora de caminho.

jugioli disse...

Queridos tertulianos, obrigado pelas visitas.
Hoje, o servidor resolveu encrencar, como de costume aqui por essas bandas, estou tentando responder à todos, mas acho que só amanhã.
Uma delícia descobrir novos participantes, e novamente obrigado.

@dis-cursos

james emanuel disse...

Lindo.

"A vida sempre aleatória nos impõe lugares".


Lugares como a Internet, não é mesmo?


Um abraço.

Rosemari disse...

Ju
Escreves inspirando-se em si mesma.
Lindo texto e linda fotografia.
Adorei!!

João Menéres disse...

JU gioli

A tua casa é como as tuas pinturas: Esta vai para uma tela, aquela para uma folha de papel.
Se não estou muito enganado utilizas mais o papel.Não imprta. O que é ceto é cada trabalho vai para a sua folha própria, para a sua tela.
Nem sequer é como um escritor que escreve muitas e muitas folhas para as reunir num livro.
Já há tempos que te não visitava.
Este tema abanou a normalidade.

Um beijo.

Romicas disse...

Ju, gostei muito do seu texto e do modo como exprime o lugar onde se sente bem. Para mim, a casa é muito importante, mas por vezes não chega. Aí, eu saio e procuro um canto bem "aconchegado" onde eu me sinto mais EU. Gostei muito do seu quadro.
Obrigada por visitar o meu blog e por deixar as suas palavras.
Um beijo

Romicas

Zisco disse...

Muito bonita a sua casa, muito aconchegante, uma gostosa e hamoniosa parada.

Gostei da música, gostei da paz que puder sentir por aqui.

Luma disse...

Essa introspecção que te faz sem limites e pode voar para onde quiser!! Beijus

Diz disse...

"alma incerta e viajante. E, em face desta imprevisibilidade, invento um lugar para viver"
Vc tem alma de artista :).
Belo texto,
bj Laura

josé movilha disse...

Olá , jugioli !

Obrigado pelas suas amáveis palavras.
Sempre em casa nos sentimos quando visitamos o que nos dá.
A sensibilidade que emana em tudo o que oferta é cativante e evocativa, daí o mundo ser o seu espaço.
bj
josé

Adelino disse...

Ju, aquela ilha era fascinante, mas não fiquei por lá... Acabaram-se os fósforos de segurança... E nem tinha lente... E o Eduardo anistiou quem estava lá...

Crônica e foto maravilhosos. Você me fez refletir um bocado.
Ainda há pouco vim pela rua matutando: é fascinante pensar que cada pessoa que vemos tem o seu "eu", esconde-se no seu "eu verdadeiro", com o privilégio de revelá-lo ou não aos que o cercam. E mais: se fosse mensurável a nossa realidade interna com relação à externa, quanto representaríamos de nós mesmos? 50%, 60%? 100%, sabemos impossível. Não sei se deu para entender.

O Tertúlia Virtual é irresistível. Impossível ficar de fora.
Um grande abraço.

Evandro Varella disse...

Ju,
Acho que entendi, tua casa é inquieta como é tua arte.
Obrigado pela visita e pelos banners que me apropriei.
abração

Georgia disse...

Ju, parabéns pela escolha do tema este mês junto a esses dois meninos levados como diz o Daniel.

Seu texto é lindo e senti você trazendo o seu interior para a externizacao.

Nossos interiores, sao casas perfeitas; podemos pintá-lo com as cores e pincéis que queremos.

Parabéns!

Um grande abraco

sonia a. mascaro disse...

Ju, gostei de conhecer o seu estúdio! Sugestiva a frase "alma incerta e viajante".

Obrigada pelas visitas. Você é sempre bem vinda!
Bjs.

freefun0616 disse...

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